sexta-feira, 14 de outubro de 2011

EPE deve concluir estudos da linha de Belo Monte em um mês


Poxa vida... dizer que não tem presença humana é demais!


O superintendente de transmissão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Paulo Esmeraldo, afirmou nesta segunda-feira (26/9), durante evento em São Paulo, que a conclusão e divulgação dos estudos referentes ao sistema de transmissão que irá conectar a usina de Belo Monte à rede deve acontecer no fim do mês de outubro.

Numa apresentação que destacou as novas tecnologias a serem implantadas nas redes, o executivo lembrou que a conexão da megausina deve ser feita com linhas de corrente alternada 500kV, na ligação Norte-Nordeste, e corrente contínua de 800kV, no trecho que chega ao Sudeste.

Depois da hidrelétrica do Xingu, será a vez de serem licitadas as linhas dos aproveitamentos de Teles Pires e Tapajós. “Teles Pires não tem grandes desvios, grandes impactos. É um cenário parecido com as linhas do rio Madeira [Jirau e Santo Antônio]”, avalia Esmeraldo, que mostrou durante sua palestra as formas estudadas para a transmissão na região: corrente alternada e linhas de transmissão convencionais ou um modelo que contempla correntes alternadas e contínuas.

No caso de Tapajós, as análises ainda são mais preliminares. “Se depender de mim a gente faz corrente contínua agora. Nem tem de estudar. Mas vamos demonstrar para o setor que é o formato imbatível neste caso”, disse o especialista. A grande diferença do complexo é o fato da região não ter presença humana, o que dá outro tom para a exploração da área.
Sobre as complicações ambientais na construção de linhas, Esmeraldo afirmou que “negociações com índios são demoradas, exigentes e tudo mais que podem imaginar”. Por fim, lembrou ainda da possível conexão do Brasil com usinas que serão levantadas no Peru. A alternativa pode ser ligar cerca de 1000MW nas próprias linhas do Madeira, fazendo com que essa carga extra “pegue carona” no despacho das usinas do Norte nas épocas de seca – isso pelo fato do projeto peruano contemplar reservatório, o que garantiria o abastecimento.
Fonte: Jornal da Energia
Valeu, Marquinho!

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