domingo, 23 de outubro de 2011

BNDES susta financiamento de estrada na Bolívia


Lisandra Paraguassu/Brasília
O governo brasileiro suspendeu a liberação do financiamento, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a rodovia que se tornou pivô de protestos nos últimos dias no norte da Bolívia. Os US$ 332 milhões que financiariam a construção dos trechos a cargo da OAS só serão liberados quando o governo boliviano decidir que tem condições de retomar a obra.
Na segunda-feira, o presidente da Bolívia, Evo Morales, suspendeu a construção do trecho entre Beni e Cochabamba, que faz parte do projeto de ligação do Brasil ao Pacífico – daí o interesse brasileiro na questão. O trajeto proposto corta um território indígena em que vivem três etnias. A expectativa é que, nos próximos dias, o governo de Evo inicie uma negociação.
A violenta reação das comunidades indígenas pegou o Itamaraty de surpresa. O governo espera agora um sinal de mudança na situação para que o financiamento seja retomado, mas não vai participar de nenhuma negociação. A avaliação é que esse é um problema interno da Bolívia e não cabe ao Brasil opinar.
http://m.estadao.com.br/noticias. Enviada por Ricardo Verdum.

Agricultores de Altamira reclamam das indenizações oferecidas pela construtora de Belo Monte

Por causa dos alagamentos e outros impactos, muitos agricultores terão que sair de suas terras. Segundo os agricultores, as propostas de indenização a serem pagas pelas Norte Energia SA, responsável pela construção da usina estão fora da realidade. A Defensoria Pública de Altamira avisa a quem se sentir prejudicado, que procure a entidade. 
O telefone da Defensoria Públida é 3593.0235


Procurador federal alerta sobre indenizações oferecidas pela construtora de Belo Monte

O procurador do Ministério Público Federal do Pará, Felício Pontes, após reunião com agricultores e indígenas da Volta Grande do Xingu, procurou a Rádio Nacional da Amazônia, para falar sobre o assunto, a pedido das comunidades daquela região. Ele alerta aos proprietários de terra que não aceitem o preço oferecido pelo Consórcio Norte Energia e não se submetam a pressões da construtora. Ele conversa com Beth Begonha

Para ouvir as matérias jornalísticas: http://www.radioagencianacional.ebc.com.br/assunto/indeniza%C3%A7%C3%B5esUm abraço,


Prefeitura de Altamira pede suspensão de Belo Monte


A Prefeitura de Altamira produziu um documento endereçado à Presidência da República solicitando a suspensão da licença de instalação do canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, por conta do não cumprimento das medidas mitigatórias emergenciais que ficaram acordadas para a concessão da licença pelo Ibama. O município é base para o empreendimento, um dos mais polêmicos do país, devido aos protestos de indígenas, outras populações tradicionais e produtores rurais, que não teriam sido devidamente ouvidos no processo de planejamento da obra.
De acordo com documento assinado pela Prefeitura, os compromisso assumidos pela Norte Energia S.A. (NESA), responsável pela construção de Belo Monte, expiraram em 30 de julho, sem que as obras prometidas em escolas e postos de saúde, por exemplo, tenham sido concluídas. E, na maioria dos casos, nem começadas.
“Tal desobediência nos força a pedir a suspensão imediata da referida licença, com vistas a resguardar o interesse da população altamirense, que está bastante prejudicada com o atraso dessas obras”, diz o texto. “Certo é que as mesmas [obras de educacão e saúde] já deveriam ter sido concluídas antes do início das obras do canteiro [da usina de Belo Monte], que estão avançadas em relação ao cumprimento das condicionantes.”
De acordo com Ubiratan Cazetta, procurador da República no Pará, Altamira já está sofrendo com o fluxo migratório causado pelo canteiro de obras de Belo Monte. Trabalhadores de várias parte do país, principalmente das regiões Norte e Nordeste, estão indo para a cidade em busca de emprego. Contudo, Altamira não possui estrutura de saúde, educação, transporte, saneamento e segurança para suportar o crescimento repentino de sua população e evitar um caos social – que foi presente na história de grandes obras de engenharia implantadas na Amazônia. Daí a importância das medidas mitigatórias e a preocupação com o descompasso entre o avanço da usina e o atraso das obras na cidade.
“Corroborando com tat situação caótica, a demanda por vagas em sala de aula estão maiores que as ofertadas, como também, a incapacidade física instalada do atual hospital municipal, bem como dos hospitals conveniados deste município e dos municípios vizinhos no atendimento à população, em função do aumento considerável de imigrantes que buscam trabaiho em nossa cidade”, afirma o documento.
A prefeita Odileida Maria Sampaio (PSDB) “apela” à Dilma Rousseff: “uma vez que o ex-presidente, senhor Luís Inácio Lula da Silva, prometeu em público nesta cidade no dia 22 de junho de 2010, que o empreendimento traria grandes benefícios para Altamira e as outras dez cidades no entorno desse megaprojeto, o que encheu de entusiasmo toda a população, mas o que se vê na prática até o momento, são penosas frustrações, como mais pobreza, insegurança e caos social”.
“Ressalta-se que todos esses problemas, evidenciam a falta de responsabilidade do empreendedor quanto a cumprir com a contra-partida social, econômica e ambiental, firmada entre a NESA e esta Prefeitura Municipal de Altamira através dos “Termos de Cooperação Institucional, Técnica e Financeira”, colocando em risco a população da cidade. Como se diz no jargão popular: “empurrando a dignidade do cidadão altamirense com a barriga”. Tal situacao a inaceitavel”, diz o texto.
O documento, um compêndio das promessas feitas pela responsável pela obra, a Norte Energia S.A., com a avaliação do estágio do cumprimento das mesmas, é também assinado pelo Sindicato do Setor Hoteleiro de Altamira, a Associação Comercial, Industrial e Agropastoril, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, o Sindicato do Comércio, o Sindicato dos Empregados do Comércio, Associações de Moradores, totalizando 50 entidades – incluindo a Câmara Municipal e seus 11 vereadores.
O documento, data de 14 de setembro, também seria encaminhado para o governador do Pará, Simão Jatene, para Marco Maia, presidente da Câmara dos Deputados, José Sarney, presidente do Senado, Eletrobrás, Eletronorte, Norte Energia, entre outros. O Ministério Público Federal no Pará recebeu uma cópia nesta semana e está estudando medidas a serem tomadas. A assessoria do MPF afirma que a lista de impactos negativos retratados no documento vai ao encontro do que vem sendo alertado pela instituição desde o início das discussões sobre a obra, mas que foram ignorados pelo governo federal e pela Justiça.
Segundo o documento, a única forma de resolver um impasse institucional que foi gerado é o cumprimento de todos os itens dos “Termos de Cooperação Institucional, Técnica e Financeira e Manifestação de Anuência”.


BA – Tensão na Terra Pataxó Hã-Hã-Hãe


Enquanto o STF não julga a ACO parada desde 2008, as ameaças aos Pataxó Hãhãhãe continuam a aumentar.
Abaixo, mensagem enviada por eles para o saite Índios on line. TP.
“Hoje [ontem, 27] pela manhã vários homens armados invadiram uma área reocupada pelo os índios Pataxó Hãhãhãe,
denominada Região das Alegrias, próximo ao município de Itaju do Colônia – Ba. E expulsaram as famílias indígenas da localidade…
 segundo relatam os parentes que foram pegam de surpresa na manhã de hoje… que os homens(pistoleiros) estavam fortemente armados.
Os índios Pataxó Hãhãhãe se preocupam, pois a ação estava para ser julgados no STF e mais uma vez é adiado.
Os relatos circulando nas cidades que o latifundiário planejam atacar as áreas recém retomada e isso deixam a comunidade
indígenas em sinal de alerta, pois já foi vistos homens armados circulando próximos das fazenda recém retomadas e e
ssa situação se torna perigoso para todos da região, pois quem precisa trafegar na estrada de Pau Brasil até Itaju está c
orrendo risco de morte, as ameaças está constante.
Hoje o Povo Pataxó Hãhãhãe, continuam a rotina de sofrimento, todos os indígenas rezar para que nada aconteça de mal.
 O que queremos é paz. E que as autoridades competentes resolva essa questão, já que muitas vidas se foram por causa dessa terra.
Nós indígenas não vamos abrir mão de nossa terra, basta os índios que já morreram em defesa de nossos direito,
 ter essa terra e permanecer nela é nossa ideologia.
Gostaríamos de pedir apoio as pessoas de bem, que possa ajudar para que não venha acontecer mais conflitos e morte na região”.

FONTE: União – Campo, Cidade, Floresta.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nota Pública ao Jornal Nacional - FINPAT


PEDIDO DE CORREÇÃO DE INFORMAÇÕES
                                                                                                                              Porto Seguro, 26 de Setembro de 2011. 

PARA O JORNAL NACIONAL – JN NO AR
REDE GLOBO DE TELEVISÃO
A Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia - FINPAT, no uso das suas atribuições contidas em seu Estatuto na defesa dos Direitos e Interesses das populações indígenas da sua representação, neste ato representada por seus Caciques e lideranças abaixo relacionados, vêm por meio desta Nota Pública, solicitar a Rede Globo de Televisão a correção de informações da reportagem do JN no AR, datada de 20/09/2011, onde em visita a Aldeia Pataxó Barra Velha, apresentou dados irreais de população e quantidade de Aldeias Pataxó, pertencentes ao Território Barra Velha, localizado no município de Porto Seguro/BA. Assim como, a quantidade e distinção de áreas que poderão ser utilizadas na agricultura e meios de sobrevivência da população Pataxó, beneficiada pela revisão de limites do Território Indígena Barra Velha (T.I.B.V). Sabemos que o contexto da comunicação e informação é transmitir a verdade e ter imparcialidade nos fatos, coisa que o JN no AR não fez deu mais tempo e foco na matéria aos fazendeiros e latifundiários que as comunidades indígenas. E divulgou no programa apenas uma minúscula parte da entrevista com as lideranças, colocando assim, toda a sociedade contra os índios, fatos estes prejudiciais à revisão de limites do Território Barra Velha.

Sendo assim, viemos informar que, são 16 (dezesseis) aldeias com população aproximadamente de 6.000 mil índios, integrantes a este Território, são elas: Barra Velha, Pará, Bujigão, Xandó, Campo do Boi, Meio da Mata, Boca da Mata, Cassiana, Pé do Monte, Trevo do Parque, Jitair, Guaxuma, Aldeia Nova, Corumbalzinho, Craveiro e Aldeia Águas Belas. A área atual é de 8.627 hectares, a revisão será para 52.000 mil hectares, sendo que destas 14.000 mil hec. são áreas pertencentes ao Parque Nacional do Monte Pascoal, importante fragmento de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento e Marco Histórico do Brasil, mais de 6.000 mil hec. são áreas de restingas, campos, mangues, lagos e preservação permanente, não apropriadas para a prática e desenvolvimento da agricultura indígena. A maioria das terras produtivas está nas mãos de grandes fazendeiros, criadores de gado e latifundiários, sobrando aos índios apenas areia e pequenos quintais.
Nós caciques e lideranças Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia, estamos em busca da garantia dos direitos tradicionais do T.I.B.V, em marcha viajamos 03 (três) vezes por ano à Brasília, para discutirmos este assunto e solicitar providências junto a FUNAI, INCRA, ICMBio, Secretaria Nacional de Articulação Social da Presidência da República, 6ª. Câmara do Ministério Público Federal, AGU, Câmara dos Deputados e Senado Federal, a fim de uma solução pacífica na regularização fundiária do Território Barra Velha e outros da região. Durante o ano de 2010, sensibilizamos o então Presidente da República, o Srº. Luiz Inácio Lula da Silva da importância da revisão de limites da T.I.B.V. para a sobrevivência e vida digna das famílias de indígenas da etnia Pataxó. A decisão política se deu em Fevereiro de 2011, na união da FUNAI, INCRA e ICMBio, na emissão de notas técnicas dando de acordo a revisão de limites da área conforme relatório antropológico da FUNAI, já publicado no Diário Oficial do Estado e União. A proposta e acordo das partes, será na forma de um mosaico de Terras Públicas, áreas de interesse ambiental, social e econômico, dividida em Terra Indígena, Parque Nacional, áreas de preservação permanente e Assentamento do INCRA. O Parque Nacional do Monte Pascoal continuará sendo parque pertencente à Terra Indígena, onde será formado um Conselho Gestor, entre FUNAI, ICMBio e Comunidades Indígenas para sua gestão e preservação.
O Território Indígena Barra Velha, é área indígena, pertencente ao Povo Pataxó da passada, presente e futuras gerações, onde nossos ancestrais foram encontrados. Os latifundiários que hoje nos massacram, tomaram as nossas terras no passado, são descendentes daqueles que dizimaram milhões de índios no Brasil, desde o “Descobrimento” em 1.500. E ainda persistem em desrespeitar os direitos humanos, Terra, Educação, Saúde e vida digna a todos, sem discriminação de côr, raça ou credo. Muitas vezes os meios de comunicação e mídia em geral aproveitam a inocência do índio, principalmente por não saber se expressar, destrocem e deturpam a mensagem passada pelo índio, usando apenas aquilo lhes interessam, passando para a sociedade Brasileira algo totalmente fora da realidade, fazendo campanha contra a Demarcação de Terra Indígena no Brasil.
Portanto, a nossa solicitação é pertinente para esclarecer os fatos, pedimos que seja feita, a correção das informações que foi destorcida e não condiz com a realidade, reparar os danos as comunidades indígenas e dar tempo compatível aos índios dado aos contrários. A fim de não decorrer para degredir a imagem do índio, como preguiçoso e prejudicial à economia e desenvolvimento do país.
 Na certeza de podermos contar com a compreensão de todos, desde já agradecemos.
Atenciosamente,
  
Gerdion Santos do Nascimento – Aruã Pataxó
Cacique da Aldeia Pataxó Coroa Vermelha e Presidente da FINPAT
RG: 07749574 84
Contato; (73) 9984-8272

EPE deve concluir estudos da linha de Belo Monte em um mês


Poxa vida... dizer que não tem presença humana é demais!


O superintendente de transmissão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Paulo Esmeraldo, afirmou nesta segunda-feira (26/9), durante evento em São Paulo, que a conclusão e divulgação dos estudos referentes ao sistema de transmissão que irá conectar a usina de Belo Monte à rede deve acontecer no fim do mês de outubro.

Numa apresentação que destacou as novas tecnologias a serem implantadas nas redes, o executivo lembrou que a conexão da megausina deve ser feita com linhas de corrente alternada 500kV, na ligação Norte-Nordeste, e corrente contínua de 800kV, no trecho que chega ao Sudeste.

Depois da hidrelétrica do Xingu, será a vez de serem licitadas as linhas dos aproveitamentos de Teles Pires e Tapajós. “Teles Pires não tem grandes desvios, grandes impactos. É um cenário parecido com as linhas do rio Madeira [Jirau e Santo Antônio]”, avalia Esmeraldo, que mostrou durante sua palestra as formas estudadas para a transmissão na região: corrente alternada e linhas de transmissão convencionais ou um modelo que contempla correntes alternadas e contínuas.

No caso de Tapajós, as análises ainda são mais preliminares. “Se depender de mim a gente faz corrente contínua agora. Nem tem de estudar. Mas vamos demonstrar para o setor que é o formato imbatível neste caso”, disse o especialista. A grande diferença do complexo é o fato da região não ter presença humana, o que dá outro tom para a exploração da área.
Sobre as complicações ambientais na construção de linhas, Esmeraldo afirmou que “negociações com índios são demoradas, exigentes e tudo mais que podem imaginar”. Por fim, lembrou ainda da possível conexão do Brasil com usinas que serão levantadas no Peru. A alternativa pode ser ligar cerca de 1000MW nas próprias linhas do Madeira, fazendo com que essa carga extra “pegue carona” no despacho das usinas do Norte nas épocas de seca – isso pelo fato do projeto peruano contemplar reservatório, o que garantiria o abastecimento.
Fonte: Jornal da Energia
Valeu, Marquinho!

Abaixo-assinado: Manifesto dos Povos Indígenas Kaiabi, Munduruku e Apiaká sobre os Aproveitamentos Hidrelétricos Teles Pires, São Manoel e Foz dos Apiacás


Para: Presidente da República Federativa do Brasil; FUNAI; MPF; MPE; Ministério de Minas e Energia; Ministério da Justiça
Nós lideranças e representantes indígenas reunidos na Aldeia Kururuzinho, entre os dias 21 e 22 de setembro de 2011, vimos através deste manifestar nossa indignação em relação aos Aproveitamentos Hidrelétricos pensados pelo governos Lula e seguido pela sua sucessora a Presidenta Dilma, previstos para serem construídos no Rio Teles Pires.
Nós que vivemos dos recursos naturais dessa região por gerações e gerações sabemos muito bem os graves problemas que essas hidrelétricas irão causar quando alterarem as condições naturais do rio, da floresta, dos animais, dos peixes e dos espíritos que habitam nesse local. Aldeias antigas e cemitérios dos nossos antepassados serão destruídos e inundados. Nossos velhos e pajés sempre nos aconselham a respeitar nossa natureza e falam sobre a importância de preservarmos nossa história e nossos recursos.
Mesmo sabendo de tudo isso, as lideranças Kayabi e Apiacá aceitaram a realização dos estudos do componente indígena para que pudéssemos ter maiores esclarecimentos técnicos sobre os impactos desses empreendimentos. 
Infelizmente, nem mesmo atendendo as leis dos brancos, que dizem da necessidade de realizar estudos para cada fase das licenças ambientais, não estamos sendo respeitados no cumprimento dessas exigências. A barragem de Teles Pires teve a Licença de Instalação aprovada pelo Ibama sem que os estudos fossem corrigidos, como exigimos, e fosse elaborado os programas do estudo chamado de PBA. Os estudos têm sido feitos na correria, sendo considerados falhos e empurrados sempre para depois.
Quando estávamos pensando em nos reunir e pensar sobre como proceder em relação a barragem de Teles Pires, descobrimos que o governo já está organizando audiências públicas para dar a Licença Prévia para a barragem de São Manoel. O estudo do componente indígena para essa barragem foi feito com dados secundários, conforme informou a Funai, sem que o antropólogo viesse em nossas aldeias escutar o que nós temos a dizer sobre as interferências em nosso rio.
Manifestamos para a Funai que aceitamos que o antropólogo venha realizar os estudos nas terras indígenas para que ele possa registrar nossa indignação com o modelo de desenvolvimento imposto pelo governo que só está pensando em construir hidrelétricas. Mas aceitar a presença do antropólogo em nossas aldeias não quer dizer que estamos a favor desses empreendimentos. Pelo contrário, queremos que ele deixe claro nosso posicionamento e temor dessas barragens nos estudos.
Ressaltamos que não somos contra o desenvolvimento do Brasil, mas somos contra o modelo energético que está sendo pensado e implementado de forma muito rápida, modificando o rio, nossa cultura e os modos de vida indígena. Por isso, somos contrários a construção dessas barragens.
Nesse sentido, manifestamos nossa indignação com a velocidade com que o governo está querendo se apropriar do rio Teles Pires, sem atender a própria legislação ambiental e principalmente sem promover com tempo necessário maiores debates e consultas, conforme estabelece a Convenção 169, contrariando os direitos indígenas.
Queremos que o Ministério Público Federal e todas as outras instituições que enviamos esse manifesto intervenha nesses empreendimentos e possa nos ajudar a encontrar uma solução que possa respeitar os nossos modos de vida, cultura, representação política e os direitos assegurados pelo ordenamento jurídico brasileiro e internacional.
Contamos com o apoio de vocês nessa luta e esperamos que as autoridades competentes possam intervir na construção imediata dessas hidrelétricas.
Os signatários
Para assinar este abaixo-assinado, clique aqui.
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N14647