domingo, 3 de fevereiro de 2013
Recomeçar...
Olá a todos e todas!
Acho que já está na hora de recomeçar o blog, não é mesmo?
Após as mudanças do segundo semestre do ano passado, chegou a hora de voltar a postar notícias referentes a questões indígenas aqui. Espero que o blog possa divulgar e colaborar com a luta dos povos indígenas.
Tô morrendo de saudade da Amazônia, dos Munduruku... A luta na região do Tapajós é grande e será ainda maior. A situação é séria e precisamos apoiar esta luta contra os grandes empreendimentos, feitos sem qualquer respeito aos povos e populações tradicionais!
Força aos Munduruku! Força ao Rio Tapajós!
Acho que já está na hora de recomeçar o blog, não é mesmo?
Após as mudanças do segundo semestre do ano passado, chegou a hora de voltar a postar notícias referentes a questões indígenas aqui. Espero que o blog possa divulgar e colaborar com a luta dos povos indígenas.
Tô morrendo de saudade da Amazônia, dos Munduruku... A luta na região do Tapajós é grande e será ainda maior. A situação é séria e precisamos apoiar esta luta contra os grandes empreendimentos, feitos sem qualquer respeito aos povos e populações tradicionais!
Força aos Munduruku! Força ao Rio Tapajós!
sábado, 3 de novembro de 2012
Ato em defesa dos Guarani-Kaiowá - Rio de Janeiro
Divulgando...
Videos do ato em defesa dos Guarani-Kaiowá no Rio de Janeiro.
http://www.youtube.com/watch?v=h8HBMhNNHaw
www.youtube.com/watch?v=pu7VNsbdhPY
Valeu, Rox!
Videos do ato em defesa dos Guarani-Kaiowá no Rio de Janeiro.
http://www.youtube.com/watch?v=h8HBMhNNHaw
www.youtube.com/watch?v=pu7VNsbdhPY
Valeu, Rox!
domingo, 15 de abril de 2012
Conflitos no Campo Brasil - publicação
Informamos que todas as edições do Conflitos no Campo Brasil já publicadas (de 1985 até 2010), encontram-se disponíveis na página eletrônica da CPT Nacional.
Segue link abaixo:
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Indígenas reclamam terras em frente ao estádio Maracanã
Arassari: 'Viemos aqui para resistir. Viemos para a guerra. É verbal, física, moral"
RIO DE JANEIRO - A poucos metros do estádio Maracanã, de onde sairá o vencedor da Copa do Mundo de 2014, dezenas de indígenas de todo o Brasil ocupam um edifício em ruínas, que as autoridades do Rio de Janeiro querem transformar em centro comercial, e lutam contra uma eventual expulsão.
Índios guajajaras, pataxós, tukanos, fulni-o e apurinãs, entre outras etnias, vivem desde 2006 em casas de barro construídas em torno do prédio que abrigou o primeiro Museu do Índio, a 100 m do estádio que está em reformas para receber a final do mundial de futebol.
As autoridades do Rio de Janeiro querem transformar este espaço simbólico e estratégico em um centro comercial ou em um anexo da secretaria de Esportes. Já os índios reivindicam o lugar para que se converta na primeira Universidade Indígena, um centro de educação para o ensino da história, cultura e conhecimentos ancestrais.
Na ocupação, batizada de "Aldeia Maracanã", cultivam verduras e frutas em uma pequena horta e cozinham em um forno a lenha coletivo. O lugar, além de centro cultural, serve de abrigo temporário ou permanente para índios de todo o país que chegam ao Rio de Janeiro para trabalhar, estudar e participar de eventos.
"Sempre fomos excluídos e quando se lembram de nós é sempre no passado, quando se fala da chegada dos portugueses ou da colonização, mas e hoje? Nós estamos aqui, estamos vivos e vamos resistir", disse emocionado à AFP o cacique da ocupação, Carlos, da tribo tukano da Amazônia.
"Nosso medo é que nosso povo fique fora deste grande evento", disse Dava, da etnia puri (centro do Brasil), referindo-se ao mundial de futebol. "Não queremos ser expulsos, mas sabemos que isso pode acontecer", acrescentou.
Na "Aldeia Maracanã" são realizados eventos com contação de histórias, pinturas corporais, danças, produção de comidas típicas, além de serem ministradas aulas de tupi-guarani e outras atividades de resgate das culturas indígenas.
Os índios criaram também um site para divulgar seus projetos e a partir de 2012 esperam exibir na internet a "Televisão Aldeia Maracanã". "Queremos mostrar aos brasileiros que os índios não são uma coisa só, que existe uma enorme diversidade cultural e étnica que precisa ser valorizada e preservada", disse Afonso, da tribo apurinã. No Brasil vivem cerca de 800.000 indígenas (0,4% da população), segundo dados do governo.
Em 2010, Afonso foi informado pelo governo da existência de um projeto para derrubar o prédio e construir no lugar lojas de artigos esportivos e que, no máximo, algumas salas seriam cedidas aos índios para venderem artesanato. Outro rumor que chegou aos indígenas é que o prédio seria comprado pela secretaria de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro.
A ligação dos índios com este terreno remonta a 1865, quando o primeiro proprietário, o Duque de Saxe, doou o espaço à União para a construção de um Centro de Investigação Cultural Indígena. O edifício abrigou o antigo Museu do Índio em 1953, mas a partir de 1977, com a transferência do museu para o bairro de Botafogo, a construção foi abandonada e ficou sob responsabilidade do Ministério da Agricultura.
À medida que as obras do Maracanã avançam - tudo deve ficar pronto até o final de 2012 -, cresce a preocupação dos indígenas, já que nenhum funcionário do governo os procurou o quis se manifestar sobre os projetos para o terreno ocupado.
A Prefeitura do Rio de Janeiro não respondeu as preguntas da AFP sobre o assunto. O governo do estado do Rio se limitou a informar que está negociando com o ministério da Agricultura a compra do terreno.
Mais de 2.000 pessoas já foram desalojas no Brasil devido às obras ligadas à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos que vão acontecer no Rio em 2016, segundo movimentos sociais, acadêmicos e organizações políticas. Os índios esperam não se somarem a esta estatística.
"Viemos aqui para resistir. Viemos para a guerra. É verbal, física, moral. Estamos aqui lutando e nossa luta é justa e respeitosa. Então o guerreiro não precisa ter medo", afirmou Arassari, da etnia pataxó, enquanto pintava seu rosto, vestia sua túnica de palha, um grande colar de sementes vermelhas e um cocar com penas azuis e amarelas.
Fonte: Jornal Hoje em Dia -
Índios isolados são identificados em área de impacto de hidrelétricas na Amazônia
Expedição da Funai realizada neste ano encontrou vestígios de grupo não contatado na TI Katauixi/Jacareúba, na divisa do Amazonas com Rondônia
Expedição da Frente de Proteção Etnoambiental do Madeira (FPEA Madeira) da Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou a presença de índios isolados em uma área da Terra Indígena Katauixi/Jacareúba, no Estado do Amazonas, entre os municípios de Lábrea e Canutama, na divisa com Rondônia.
A área onde vestígios, pegadas e outros sinais da presença de índios isolados foram encontrados fica a 30 quilômetros do canteiro de obras das hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio. A Funai baixou uma portaria reconhecendo a presença do grupo e restringindo o acesso ao local, com delimitações na região.
A confirmação de índios isolados foi feita pela expedição da FPEA Madeira em outubro deste ano, mas o relatório da Funai só veio à público neste mês, quando ele foi publicado no blog da Coordenação Regional Madeira, mas retirado em seguida.
Nesta segunda-feira (26), o coordenador da FPEA Madeira, Rogério Vargas Motta, ao ser procurado pelo portalacrítica.com, confirmou que há dois meses a expedição formada por ele e outros funcionários da Funai, além de dois indígenas da etnia apurinã, foi abordada por meio de assobios simulando sons de animais pelos índios isolados.
Motta disse que as informações sobre a presença deste grupo contatado já existia há 20 anos, mas somente agora é que os vestígios foram detectados. Há suspeitas de que os índios isolados pertençam ao mesmo grupo dos índios da etnia juma, cujos últimos remanescentes são apenas quatro pessoas.
Assobios
Motta conta que durante a expedição, que começou a operar neste ano, a equipe subiu as cabeceiras do rio Paciá (afluente do rio Purus e Amazonas).
A confirmação da existência dos índios isolados seu deu no meio da mata, por meio de diferentes manifestações: sinais de pegadas, quebradas e torções de arbustos, galhos cortados, palhas trançadas e assobios. A expedição optou por não se aproximar dos indigenas, adotando uma estratégia diferente da realizada no passado.
“Os apurinã morrem de medo deles. E não podíamos chegar muito perto porque poderíamos levar flechadas. A metodologia da Funai não é fazer contato. Se identificamos vestígios, optamos por nos afastar”, disse Mota.
Vulneráveis
O coordenador de índios isolados da Funai, Leonardo Lenin dos Santos, disse ao portal que os trabalhos da FPEA Madeira vão ser intensificados.
“A presença dos indígenas está em uma área próxima de dois empreendimentos. A frente foi criada justamente em função de indícios de índios isolados e da sua vulnerabilidade”, disse.
Santos disse também que as expedições vão continuar para que sejam elaborados “subsídios para a Funai” executar ações visando a proteção dos indígenas isolados a partir de 2012.
Rogério Vargas Motta reiterou que é preciso elaborar um Plano de Trabalho mais duradouro junto à área dos índios isolados para evitar impactos sociais provocados pelas duas hidrelétricas e pelo avanço de invasão nas áreas sobrepostas – o local fica no entorno do Parque Nacional Mapinguari e Terra Indígena Caititu.
Segundo Motta, há outros indícios da presença de outros grupos isolados na região e não apenas este confirmado em 2011 pela FPEA.
Assinar:
Postagens (Atom)